Escola Estadual da Juventude
Durante
os dias 19 à 27 de julho, aconteceu no assentamento José Maria em
Abelardo Luz a Escola Estadual da Juventude Sem Terra, do MST de
Santa Catarina. A atividade reuniu 30 jovens acampados e assentados
de diferentes regiões do estado. o
objetivo dessa escola de formação foi de fortalecer as ações da
juventude Sem Terra, nos assentamentos e acampamentos do MST, e
colocá-los em luta, também a realização dessa escola surge da
necessidade de formação histórica e política para esses
companheiros e companheiras mais novas nessa peleia, afim de
fortalecer a luta do MST como um todo.
O
programa pedagógico da escola, desenvolvido através de palestras,
oficinas, e debates, abrangeu temas como: Economia Política;
História do Brasil; História do MST; Agroecologia; Indústria
Cultural; Agitação e Propaganda; Desafios políticos da juventude
da classe trabalhadora. Também foram realizadas oficinas de artes
visuais, teatro e muralismo, noites culturais, jornadas socialistas.
Para além do estudo, reunidas ali a juventude Sem Terra pode
dialogar sobre, e conhecer diferentes realidades da luta que existem
no estado.
A
Escola encerrou suas atividades com uma visita ao acampamento Kide,
com cerca de 500 famílias acampadas, no município de Abelardo Luz,
um território que reúne lutas e conquistas históricas para o MST
de Santa Catarina, No acampamento a juventude dividiu-se nos núcleos
de base, para dialogar com os camaradas sobre o Plebiscito Popular
para uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o Sistema Político,
onde os mesmos puderam colocar em prática o estudo e debates realizados nas aulas, e no caso da realidade do acampamento,
vivenciar essa etapa da luta da qual muitos não participaram, e que
durante esses dias tanto tinham ouvido falar e dialogado sobre. A
juventude sem terra da turma Ernesto Che Guevara, organizou
intervenções de Agitprop, em procissão pelo acampamento,
terminando com uma grande ciranda junto as juventudes e sem terrinhas
do acampamento.
A
companheira Josi do coletivo Estadual de Juventude, Comunicação e
Cultura; filha de assentados no município de Catanduvas -SC destaca
que: "Essa atividade foi mais uma conquista para e da Juventude Sem
Terra, junto ao Movimento, e visualizando o processo todo da formação
que vivenciamos nesses dias, acredito ter sido possível colocar e
debater com a juventude o espaço, a tarefa que temos junto ao MST, e
a necessidade de seguir em luta."

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